Prepare-se para uma revolução no mercado de delivery brasileiro. A Meituan, maior empresa de entregas da China e uma das gigantes globais do setor, está se preparando para iniciar suas operações no Brasil entre o fim de 2025 e o início de 2026. A movimentação promete esquentar a disputa com o iFood, atual líder absoluto do mercado nacional.
Quem é a Meituan?
Fundada em 2010, a Meituan é um verdadeiro “super app” chinês. Muito além da entrega de refeições, o aplicativo integra serviços como reservas de hotéis, venda de ingressos, transporte urbano e até turismo digital. Em 2024, a empresa registrou um faturamento de cerca de US$ 46 bilhões e realizou impressionantes 30 bilhões de entregas, consolidando-se como a maior empresa de delivery do mundo.
O que muda com a entrada no Brasil?
A Meituan já está se estruturando para operar no país: iniciou negociações com operadores logísticos e trabalha na regularização tributária para atuar de acordo com as leis brasileiras. A expectativa é de que a empresa traga sua expertise tecnológica e sua estratégia de serviços integrados, o que pode mexer com todo o ecossistema de apps de entrega por aqui.
E a concorrência já está atenta. Hoje, o iFood domina mais de 80% do mercado brasileiro de delivery. No entanto, a chegada de um novo player desse porte pode estimular inovações, baixar preços e oferecer novas possibilidades para consumidores, restaurantes e entregadores.
Um detalhe curioso
Apesar de se posicionar como possível concorrente direta, a Meituan tem uma ligação indireta com o iFood. A Prosus, controladora do iFood, detém cerca de 4% de participação na Meituan. Isso torna o cenário ainda mais interessante — e complexo.
O que esperar?
Se a Meituan seguir no Brasil a mesma lógica de atuação usada na China, podemos ver o surgimento de um novo tipo de aplicativo, que vai muito além do simples delivery de comida. A tendência é que a empresa traga ao país um modelo mais completo, onde o usuário possa resolver boa parte do seu dia a dia dentro do mesmo app.
Para consumidores e empreendedores, é uma notícia animadora. Para o iFood? Um alerta.








